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Grupo Emirates publica Relatório Anual 2025–26 com lucro recorde

Mulher de negócios em escritório com vista para aeroporto apresenta relatório anual com gráficos coloridos.

Resultados financeiros do Grupo Emirates em 2025–26

O Grupo Emirates publicou hoje, 7 de maio, o seu Relatório Anual referente ao exercício de 2025–2026, reportando máximos históricos de lucro, receitas e posição de caixa, apesar de um último mês particularmente turbulento e exigente.

No exercício encerrado a 31 de março de 2026, o Grupo Emirates apresentou:

  • lucro recorde antes de impostos de AED 24,4 mil milhões (US$ 6,6 mil milhões), mais 7% face ao ano anterior, com margem antes de impostos de 16,2%;
  • receitas recorde de AED 150,5 mil milhões (US$ 41 mil milhões), um aumento de 3% em termos homólogos;
  • ativos de caixa em nível recorde de AED 59,6 mil milhões (US$ 16,2 mil milhões), mais 12% do que no ano anterior;
  • EBITDA de AED 41,1 mil milhões (US$ 11,2 mil milhões), refletindo a robusta rentabilidade operacional.

Na aviação comercial, a Emirates Airline manteve-se como a companhia aérea mais lucrativa do mundo, ao registar:

  • lucro recorde antes de impostos de AED 22,8 mil milhões (US$ 6,2 mil milhões), uma subida de 7% em termos anuais, com margem antes de impostos de 17,4%;
  • receitas históricas de AED 130,9 mil milhões (US$ 35,7 mil milhões), mais 2% do que no período anterior;
  • o valor mais elevado de sempre em ativos de caixa, totalizando AED 54,9 mil milhões (US$ 15 mil milhões), 10% acima do verificado a 31 de março de 2025.

Já a dnata, área de serviços aeroportuários, apresentou crescimento e resultados consistentes em todas as unidades, com:

  • lucro antes de impostos de AED 1,6 mil milhões (US$ 437 milhões), mais 2% face ao exercício anterior, e margem antes de impostos de 6,8%;
  • receitas recorde de AED 23,6 mil milhões (US$ 6,4 mil milhões), um crescimento de 12%;
  • uma posição de caixa sólida de AED 4,7 mil milhões (US$ 1,3 mil milhões), um aumento de 28%.

O Grupo anunciou dividendos de AED 3,5 mil milhões (US$ 1 mil milhão) a pagar à sua acionista, a Investment Corporation of Dubai (ICD).

A taxa de imposto sobre as empresas aplicável ao Grupo Emirates nos Emirados Árabes Unidos subiu de 9% para 15% neste exercício, em resultado da adoção das regras fiscais do Pilar Dois no país. Após o reconhecimento do encargo fiscal, o lucro líquido do Grupo atingiu AED 21 mil milhões (US$ 5,7 mil milhões), mais 3% do que em 2024–25.

Sua Alteza Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline e do Grupo Emirates, afirmou:

“Esses resultados excepcionais, apesar de desafios significativos no último mês do nosso ano fiscal, reafirmam a força e a resiliência do modelo de negócios do Grupo Emirates, que se baseia em segurança, excelência, inovação, pessoas e parcerias.

Nos primeiros 11 meses de 2025–26, o cenário em todo o Grupo foi muito positivo. A forte demanda pelos nossos produtos e serviços impulsionou a receita, e alcançamos margens saudáveis graças aos nossos investimentos contínuos em produto, pessoas, tecnologia e marca. Mês após mês, fomos superando nossas metas.

Em 28 de fevereiro, a atividade militar interrompeu de forma significativa o tráfego aéreo comercial global na região do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos. A Emirates e a dnata se mobilizaram rapidamente para apoiar nossos colaboradores e passageiros afetados, proteger nossos recursos e garantir a continuidade dos negócios.

Temos a sorte de estar sediados em Dubai, onde anos de investimentos em infraestrutura e um ecossistema de aviação integrado permitiram ao governo garantir rapidamente corredores seguros para voos comerciais. A Emirates e a dnata vêm, desde então, restabelecendo gradualmente as operações no aeroporto de Dubai. Embora ainda estejamos operando com uma capacidade de passageiros inferior ao período anterior à interrupção, as operações de carga foram ampliadas para apoiar o transporte de bens essenciais para e através dos Emirados Árabes Unidos.

O Grupo Emirates já enfrentou crises e interrupções antes. Em cada ocasião, focamos nossos esforços em nossos clientes e em nossas pessoas, e, a cada vez, nos recuperamos ainda mais fortes.

Nossas pessoas são uma grande parte do nosso sucesso, o que nos permite responder com agilidade em um ambiente operacional dinâmico. Gostaria de agradecer a todos os nossos colaboradores. Eles realmente exemplificam as qualidades que diferenciam o Grupo Emirates em momentos desafiadores.

Sou grato a Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum e a seus filhos, Sua Alteza Sheikh Hamdan e Sua Alteza Sheikh Maktoum, pela liderança de Dubai e pelo apoio inabalável à aviação. O Grupo Emirates tem orgulho de contribuir para a estratégia de Dubai sob sua liderança.

Também agradeço imensamente a todos os nossos parceiros do ecossistema que mantêm a aviação global em movimento. Sua colaboração e solidariedade são inestimáveis e refletem o espírito de parceria que é central na forma como o Grupo Emirates opera”.

Perspetivas e investimento para 2026–27

Ao longo de 2025–26, o Grupo canalizou, no seu conjunto, AED 17,9 mil milhões (US$ 4,9 mil milhões) para investimento em novas aeronaves, infraestruturas, equipamento e tecnologias de última geração, com o objetivo de sustentar os seus planos de expansão.

O efetivo total cresceu 8%, alcançando 130.919 colaboradores, na medida em que a Emirates e a dnata mantiveram campanhas de recrutamento a nível global para suportar o aumento de operação e reforçar capacidades futuras. Também a componente de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos na força de trabalho do Grupo aumentou e superou os 4 mil colaboradores, evidenciando a eficácia dos programas para atrair, desenvolver e reter talento local.

Sobre a perspetiva para 2026–27, Sheikh Ahmed acrescentou:

“Neste momento, as atividades militares entre os EUA, Israel e o Irã estão suspensas sob um acordo de cessar-fogo. Esperamos uma resolução clara das hostilidades em breve e um retorno à estabilidade do mercado. Mas, enquanto isso, não estamos parados de braços cruzados.

Do ponto de vista de combustível, a Emirates está bem protegida até 2028-29. Além disso, trabalhamos com nossos fornecedores para garantir os volumes necessários para sustentar nossas operações atuais e nossa expansão aos níveis pré-interrupção. Na dnata e em todo o Grupo, nossas frentes de negócios, escala, diversificação de portfólio e anos de investimentos nos proporcionam resiliência e agilidade para enfrentar quaisquer desafios de curto prazo.

O Grupo Emirates entra em 2026–27 com reservas de caixa robustas, o que nos permite avançar com nossos planos de fortalecimento do negócio sem recorrer a medidas reativas de controle de custos. Nosso programa de entrega e modernização de aeronaves seguirá em ritmo acelerado, assim como os investimentos planejados em novas instalações e equipamentos. Emirates e dnata continuarão focadas em oferecer produtos e experiências ao cliente líderes do setor, diferenciando-se no cenário global, atraindo os melhores talentos e entregando valor às comunidades que atendemos.

Nossos fundamentos permanecem sólidos. O modelo de negócios consolidado do Grupo Emirates segue inalterado. A posição de Dubai como centro estratégico de comércio, negócios e dos fluxos de viagens globais continua a mesma. Nossa ambição de ser os melhores do mundo e de servir ao mundo permanece inalterada”.

Desempenho da Emirates

Durante o exercício, a Emirates passou a servir quatro novos destinos (Da Nang, Hangzhou, Siem Reap e Shenzhen) e reforçou frequências em cidades já incluídas na rede, acompanhando a procura. A 31 de março, a malha global cobria 152 cidades em 80 países.

Em paralelo, a companhia alargou a cooperação comercial, chegando a 32 acordos de partilha de código e 117 parceiros interline, permitindo aos clientes acesso integrado a mais de 1.700 cidades para lá da sua própria rede.

A frota de passageiros foi reforçada com a entrega de 15 Airbus A350 no ano, levando para bordo os produtos mais recentes, incluindo a bem-recebida classe Premium Economy e um sistema de entretenimento de bordo de nova geração. A 31 de março, a empresa contava com 19 A350 na frota, a operar voos para 21 destinos. No final do exercício, a frota totalizava 277 aeronaves, com idade média de 10,8 anos.

No Dubai Airshow de 2025, a Emirates comunicou novos investimentos em frota no valor de US$ 41,4 mil milhões a preços de tabela, incluindo uma encomenda adicional de 65 Boeing 777-9 e mais oito Airbus A350-900. Em 31 de março, a carteira de pedidos atingia 367 aeronaves, composta por: 54 A350, 270 Boeing 777X, 35 Boeing 787 e oito cargueiros 777F, com entregas previstas até 2038.

Com a capacidade posicionada de forma estratégica para responder ao crescimento da procura em diferentes mercados, as receitas totais da Emirates no exercício aumentaram 2%, para AED 130,9 mil milhões (US$ 35,7 mil milhões). As variações cambiais em alguns dos mercados mais relevantes tiveram um impacto favorável na rentabilidade, no montante de AED 332 milhões (US$ 90 milhões).

O desempenho comercial traduziu-se num fluxo de caixa operacional de AED 32 mil milhões (US$ 8,7 mil milhões) em 2025–26, sustentando os planos de crescimento da companhia.

Os custos operacionais totais subiram 2% face ao último exercício. Combustível e despesas com pessoal foram os dois maiores blocos de custo em 2025–26, seguidos pelos custos de propriedade (depreciação e amortização). O combustível representou 29% dos custos operacionais, abaixo dos 31% registados em 2024–25. A fatura de combustível recuou ligeiramente para AED 31,2 mil milhões (US$ 8,5 mil milhões), versus AED 32,6 mil milhões (US$ 8,9 mil milhões) no exercício anterior, uma vez que a redução do preço médio (menos 7%) compensou o aumento de 1% no volume abastecido, decorrente da expansão operacional.

Com a procura por viagens forte em todos os segmentos e com a capacidade da Emirates de captar preferência através da sua rede ampla, e de produtos e serviços de elevada qualidade, a companhia alcançou um novo máximo de lucro líquido de AED 19,7 mil milhões (US$ 5,4 mil milhões), superando os AED 19,1 mil milhões (US$ 5,2 mil milhões) do ano anterior, com margem líquida de 15,0%. Trata-se do melhor resultado financeiro da história da companhia e do setor aéreo no exercício de 2025–26.

Em 2025–26, a Emirates transportou 53,2 milhões de passageiros (menos 1%), enquanto a capacidade de lugares caiu 1%. A taxa de ocupação de passageiros foi de 78,4%, ligeiramente abaixo dos 78,9% do exercício anterior. O rendimento por passageiro aumentou 4%, atingindo 38,1 fils (10,4 centavos de dólar americano) por passageiro pago-quilómetro (RPKM).

A companhia manteve o investimento na experiência do cliente. Em novembro, foi anunciado um acordo com a Starlink para equipar a frota com Wi-Fi de alta velocidade. A implementação progrediu rapidamente e, até 31 de março, 21 aeronaves já disponibilizavam o serviço, oferecendo conectividade de referência a bordo, com mais instalações previstas ao longo dos próximos meses.

Ao longo do ano, o programa de modernização de frota, avaliado em US$ 5 mil milhões, prosseguiu a ritmo acelerado. Até agora, 91 aeronaves - de um total previsto de 215 - passaram por renovação completa de cabines, integrando os mais recentes produtos de bordo da Emirates, incluindo os populares assentos da classe Premium Economy.

Em terra, foi inaugurado o Emirates First, um novo lounge exclusivo de check-in dedicado a clientes de Primeira Classe e membros Skywards Platinum, no Terminal 3 da Emirates, no Dubai. Foram também introduzidos serviços gratuitos de motorista privado para clientes de Primeira Classe e Classe Executiva nos aeroportos de Tóquio Narita e Kansai International, bem como transporte rodoviário gratuito para passageiros de Classe Económica em Clark.

A Emirates disponibilizou ainda no seu site um novo “Centro de Viagens Acessíveis e Inclusivas”, concebido para apoiar viajantes com diferentes necessidades de acessibilidade no planeamento das suas viagens. A iniciativa abrangeu igualmente novos produtos sensoriais e brinquedos interativos a bordo para crianças e adultos, além da realização de “simulações de viagens” em dezenas de aeroportos a nível mundial, com o objetivo de ajudar a reduzir a ansiedade de crianças com autismo e das suas famílias durante o processo de viagem.

Neste exercício, a empresa celebrou um acordo com o Dubai Investments Park para assegurar um terreno destinado ao Emirates Cabin Crew Village, um complexo residencial multimilionário que irá alojar 12 mil tripulantes quando estiver concluído; abriu um novo centro de formação de tripulantes de cabine, suportando o crescimento da frota; e lançou o Emirates Centre of Hospitality, orientado para capacitação de nível mundial dos seus 25 mil comissários de bordo.

O Emirates Skywards assinalou o 25.º aniversário com uma campanha de grande visibilidade e novas oportunidades de recompensas para os membros ao longo do ano. Entre os pontos de destaque contaram-se a possibilidade de resgatar Classic Rewards em todos os voos da flydubai, em todas as classes; a utilização de Classic Rewards e Upgrade Rewards na Premium Economy da Emirates; e o leilão solidário de sete números raros de adesão Skywards com estatuto Platinum.

A Emirates SkyCargo teve um desempenho particularmente forte, ao transportar 2,4 milhões de toneladas de carga em todo o mundo, mais 3% do que no ano anterior.

A entrega de cinco novos Boeing 777 cargueiros durante o ano permitiu à unidade aumentar em 13% a sua capacidade dedicada.

Em receitas, a Emirates SkyCargo somou AED 16,2 mil milhões (US$ 4,4 mil milhões), o que correspondeu a 12% das receitas totais da companhia. O rendimento por tonelada transportada-quilómetro (FTKM) caiu 3%, pressionado pelo mercado e pelo efeito de tarifas sobre o comércio, sobretudo no segmento de comércio eletrónico.

Em termos globais, o resultado da Emirates SkyCargo evidencia a capacidade de ganhar preferência através do portefólio de soluções logísticas especializadas, da força da rede global da Emirates, da infraestrutura logística multimodal de classe mundial do Dubai e do investimento contínuo em digital, infraestruturas e produto.

No período, a SkyCargo alargou a rede de cargueiros para 44 destinos, incluindo Bangkok, Budapeste, Liège e Tóquio Narita; reforçou frequências em rotas já existentes; e expandiu a sua rede de transporte rodoviário.

A divisão manteve a aposta em soluções de carga personalizadas como fator de diferenciação e de proposta de valor. Este ano, lançou o Emirates Courier Express, uma solução inovadora de entregas internacionais porta a porta, além de uma nova plataforma de serviços especializados para os setores aeroespacial e de engenharia, orientada para o transporte de componentes críticos para as indústrias de aviação, engenharia, defesa e espacial.

No final de março, a frota cargueira da SkyCargo totalizava 13 Boeing 777F, com mais oito aeronaves por entregar.

Para lá da entrega de 20 aeronaves ao longo do ano, a Emirates adquiriu ainda 29 A380 e cinco Boeing 777 no final dos respetivos contratos de leasing. Para suportar o programa de frota, a companhia captou AED 10 mil milhões em financiamento aeronáutico nos mercados local e internacional, incluindo estruturas de leasing operacional japonês, financiamento com garantia de seguro, leasing fiscal francês e operações apoiadas por agências de crédito à exportação.

Com uma posição de caixa robusta e forte geração operacional, a Emirates cumpriu integralmente todas as obrigações contratuais em 2025–26, incluindo pagamentos antecipados de aeronaves e compromissos financeiros nas respetivas datas de vencimento, recorrendo às reservas de caixa, que somavam AED 54,9 mil milhões (US$ 15 mil milhões) a 31 de março.

A Emirates continuou a usar contratos a prazo simples para proteção contra oscilações no preço do Brent e nas margens de refinação, bem como instrumentos de cobertura de longo prazo para mitigar o impacto das variações de taxas de juro. Dada a exposição cambial relevante associada à sua presença global, a companhia manteve a gestão do risco cambial com opções de moeda, contratos a prazo e coberturas naturais. Esta abordagem sistemática reforça a previsibilidade do fluxo de caixa em contexto de volatilidade, sustentando a estabilidade financeira.

Desempenho da dnata

Em 2025–26, a dnata aumentou o lucro em 2% para AED 1,6 mil milhões (US$ 437 milhões), com um desempenho sólido em todas as divisões e contributos relevantes das operações aeroportuárias e das áreas de catering e retalho. O lucro líquido da dnata foi de AED 1,3 mil milhões (US$ 367 milhões), menos 4%, sobretudo devido à taxa de imposto mais elevada aplicada nos Emirados Árabes Unidos em 2025–26.

As receitas totais da dnata cresceram 12%, atingindo um novo recorde de AED 23,6 mil milhões (US$ 6,4 mil milhões), impulsionadas pelo aumento da atividade de voos e viagens a nível global, em particular nos seus principais mercados: Austrália, Europa, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

As operações internacionais representaram 77% das receitas da dnata, mais 2% do que no ano anterior.

Com foco em reforçar capacidade e estrutura para responder às necessidades dos clientes, o investimento da dnata em 2025–26 totalizou AED 858 milhões (US$ 234 milhões). Entre as iniciativas incluíram-se novas unidades de catering em Perth e Western Sydney, uma nova instalação de carga em Amesterdão e novo equipamento elétrico e híbrido de apoio em terra para as operações aeroportuárias, no âmbito da estratégia de sustentabilidade.

A dnata comprou ainda o Wymap Group, especializado em transporte rodoviário de carga aérea na Austrália e Nova Zelândia, e adquiriu uma participação de 7% na WonderMiles, uma plataforma de reservas suportada por New Distribution Capability (NDC), reforçando a sua oferta de viagens corporativas e de negócios.

Ainda no período, a dnata alienou a participação de 75% na Super Bus, operadora de tours turísticos nos Emirados Árabes Unidos, e encerrou, na Alemanha, as operações de carga em Colónia e Bona.

Os custos operacionais aumentaram 13%, para AED 22,1 mil milhões (US$ 6 mil milhões), refletindo a expansão nas divisões de Operações Aeroportuárias, Catering & Retail e Viagens.

A posição de caixa da dnata subiu AED 1 mil milhão, para AED 4,7 mil milhões (US$ 1,3 mil milhões), sobretudo devido ao fluxo de caixa operacional. Em 2025–26, a empresa gerou um fluxo de caixa operacional positivo de AED 2,4 mil milhões (US$ 658 milhões), sustentado por contributos saudáveis das várias áreas.

Nas Operações Aeroportuárias (incluindo serviços de assistência em escala e manuseamento de carga), as receitas cresceram para AED 11,2 mil milhões (US$ 3,1 mil milhões).

O número de aeronaves assistidas globalmente pela dnata aumentou 12%, para 888.793, e o volume de carga movimentada subiu 2%, para 3,2 milhões de toneladas, refletindo novos contratos e maior atividade dos clientes em vários mercados.

Neste ano, a dnata anunciou um acordo de parceria para lançar operações de assistência em escala e carga no Azerbaijão, quando o novo Aeroporto Internacional de Alat entrar em funcionamento no final de 2027.

Em Amesterdão, a dnata inaugurou uma nova instalação de carga totalmente automatizada - uma das maiores do género - com capacidade anual de 600 mil toneladas, representando um investimento de € 70 milhões.

Em Itália, após a aquisição total da subsidiária local, a dnata passou a integrar todas as operações de assistência em escala sob a sua própria marca e estrutura organizacional. A empresa investiu ainda mais € 20 milhões na compra de equipamento moderno de assistência em escala (GSE) em Roma e € 25 milhões na construção de uma nova instalação de carga em Milão. Em Manchester, foram lançados serviços premium de receção e assistência.

Na área de Catering & Retail, a divisão contribuiu com AED 8,1 mil milhões (US$ 2,2 mil milhões) em receitas, mais 13%, espelhando o sucesso da decisão de concentrar o portefólio em segmentos estratégicos de clientes. O catering forneceu 115,3 milhões de refeições, um aumento de 1% em termos homólogos.

A divisão assegurou 22 renovações de contratos e conquistou 13 novos clientes em 2025–26, incluindo um acordo de 5 anos para gerir o programa de retalho a bordo da Aer Lingus. A empresa expandiu também para a Indonésia, através de um contrato de gestão de longo prazo para fornecer suporte especializado de catering no Aeroporto Internacional de Denpasar.

Já nos Serviços de Viagem, as receitas aumentaram 5%, para AED 4,1 mil milhões (US$ 1,1 mil milhão), com contributos fortes do Reino Unido e da Destination Asia.

O valor total das transações (TTV) de serviços de viagem vendidos cresceu 3%, para AED 10,1 mil milhões (US$ 2,7 mil milhões), refletindo a capacidade de disponibilizar produtos relevantes para segmentos B2B e B2C em escala global.

Ao longo do ano, a divisão de Viagens continuou a reforçar o portefólio, a expandir parcerias e ofertas para clientes B2B e B2C, e a melhorar a tecnologia para servir melhor os clientes e otimizar operações. Entre os destaques de 2025–26, a Imagine Cruising lançou oficialmente operações nos Estados Unidos; a Destination Asia introduziu um serviço especializado para cruzeiros de expedição; as marcas Events e Cruise Asia abriram um novo escritório em Seul; e a dnata Representation Services lançou um novo portal online B2B para reservas de produtos GSA, orientado para parceiros do setor das viagens.

Nos Emirados Árabes Unidos, a dnata Travel angariou novos clientes corporativos e novos contratos de GSA com companhias aéreas, enquanto a Arabian Adventures lançou o Nomad Garden, uma nova experiência de luxo no deserto, e reforçou a presença em Omã com itinerários personalizados.

No Reino Unido, depois de concluir uma revisão estratégica do negócio de viagens, a dnata anunciou a venda das suas marcas de viagens online, Travel Republic e Netflights.

Sustentabilidade

Em 2025–26, o Grupo Emirates manteve o investimento e o trabalho conjunto com parceiros para reduzir o impacto ambiental e aprofundar o envolvimento com as comunidades.

Entre as iniciativas ambientais do Grupo no período, destacam-se:

  • a assinatura de um memorando de entendimento (MoU) entre a Emirates e o ENOC Group para explorar o fornecimento de combustível sustentável de aviação (SAF) nos aeroportos do Dubai; e uma iniciativa conjunta de investigação com a Dubai Air Navigation Services (DANS) e a Thales para reduzir padrões de espera à chegada, aumentar a eficiência do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos e otimizar o consumo de combustível;
  • a adesão da Emirates ao Aviation Circularity Consortium, orientado para promover iniciativas de economia circular no setor da aviação;
  • a implementação, pela Emirates Flight Catering, de um biodigestor de grande escala para reduzir resíduos enviados para aterro e diminuir emissões de CO₂ em 2 mil toneladas por ano; o encaminhamento das borras de café usadas nos pontos de alimentação aeroportuária da Alpha Catering, em Sharjah, para compostagem; e a parceria da dnata Travel com a plataforma de sustentabilidade Reloop, evitando que mais de 500 kg de resíduos alimentares por mês fossem para aterro;
  • a continuação da avaliação e compra de alternativas elétricas, híbridas ou com emissões mais eficientes para a vasta frota de equipamento de apoio em terra e veículos rodoviários do Grupo, sobretudo nas operações aeroportuárias e de catering da dnata, bem como na Emirates SkyCargo e na Emirates Flight Catering; e o anúncio de um investimento adicional de AU$ 50 milhões no resort de luxo Emirates Wolgan Valley, inserido numa área de conservação de 7 mil acres (cerca de 2 833 hectares) na região de Greater Blue Mountains, na Austrália, reconhecida como património mundial da UNESCO;
  • a parceria entre a Emirates e Wimbledon, em conjunto com quatro Wildlife Trusts do Reino Unido, para lançar a iniciativa “Championing Nature”, um programa plurianual e multimilionário destinado a aumentar o acesso de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, residentes em áreas urbanas, ao contacto com a natureza.

No envolvimento comunitário em 2025–26, sobressaem:

  • a continuidade do trabalho da Emirates Airline Foundation com empreendedores sociais e ONG, prestando educação, abrigo, alimentação e cuidados de saúde a crianças em situação de vulnerabilidade; neste ano, a Fundação apoiou 13 projetos ativos em todo o mundo e disponibilizou mais de 500 bilhetes de avião para missões médicas;
  • o alargamento de programas conjuntos da Emirates com parceiros patrocinados, para que mais jovens de comunidades menos favorecidas possam aceder ao desporto; entre as iniciativas principais estiveram os programas Force for Good, financiados pela Emirates nos Estados Unidos e na Austrália, que promovem o acesso de crianças e adolescentes ao ténis, e projetos com o NBA Cares para revitalizar espaços recreativos e comunitários orientados para a juventude nos EUA;
  • várias ações lideradas por colaboradores a nível mundial, através da plataforma dnata4good, em apoio de instituições de solidariedade, pessoas em situação de vulnerabilidade e comunidades locais; entre os destaques estiveram a doação de quase 68 mil kg de alimentos a organizações de resgate alimentar na Austrália, a entrega de uma impressora Braille para apoiar a formação profissional de crianças com deficiência visual na Índia e a doação de camas para um projeto em Roma que acolhe migrantes e pessoas em situação de sem-abrigo;
  • durante o Ramadão nos Emirados Árabes Unidos, a dnata angariou mais de AED 80 mil e mobilizou mais de 500 voluntários, além de distribuir 5.300 refeições em apoio à Dubai Charity Association; a MMI, por sua vez, angariou mais de AED 250 mil para a Al Jalila Foundation e colaborou na distribuição de 15 mil refeições.

Mais informação sobre as iniciativas ambientais, sociais e de governação pode ser consultada no relatório anual completo do Grupo Emirates de 2025–26.

O Relatório Anual 2025–26 do Grupo Emirates, composto pela Emirates, a dnata e as suas subsidiárias, está disponível em www.theemiratesgroup.com/annualreport.

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